11 de nov. de 2011

sem título e cia.

Ai você respira e sente lá no fundo, misturado com um monte de coisa, uma saudade de doer. Aquela saudade que vai te corroendo aos poucos e que transborda numa sexta a tarde antes de um feriado. Tipo essa.






Acho que vou me enganar e beber pra esquecer. Ao menos assim não penso. Assim eu acho que não penso. Mas a saudade tá aqui, ensopando meu quarto e minha alma.

4 de nov. de 2011

Uma dúzia de olhares e meia palavra

Nunca acreditei muito que olhares tivessem tanto poder quanto uma dúzia de palavras. Hoje sei que estava enganada. Lembro-me de seus olhos castanhos me analisando. Olhos tão iguais e ao mesmo tempo tão diferentes dos de antes.

Quando você chegou trouxe contigo minha inspiração. Dias mais coloridos, flores mais vívidas, ventos mais fortes, sol mais quente. Palavras mais leves e pares.

Meu coração estava em par. Pareado com o seu, cheio de amor pra dar. Pra compartilhar . Compartilhei meus segredos, meus sonhos, meus projetos, meu cobertor.

Agora você foi. Minha inspiração disse adeus no momento em que a porta se fechou. E meu coração chorou, sozinho. Sem um par pra dançar. Ou compartilhar.

27 de set. de 2011

Fuck it

Disseram que eu sou corajosa.
Tô fazendo isso por você. Por mim. Por nós.




Espero que você entenda.

17 de set. de 2011

Vontade que dá e não passa

Sacudiu os ombros como se entregasse a luta, desistisse de tentar. Fechou os olhos, arrastou os pés fazendo barulho e chamando atenção. Ignorou os olhares e continuou o caminho. Tinha certeza do que estava fazendo. Não adiantava mais lutar, não era isso que ela tinha concluído? Já estava ficando repetitiva e enjoada.

Acabou com a distância entre os corpos, fechou os olhos, juntou os lábios e se sentiu em casa. Que luta era aquela mesmo?

6 de jun. de 2011

Brilho Eterno*

No primeiro dia, senti seus dedos a me tocarem de leve. Minhas costas formigaram com a ausência do toque. O calor fazia falta.

No segundo dia nossos dedos se entrelaçaram debaixo da mesa e um sorriso cúmplice foi trocado por nós sem que ninguém percebesse.

Já no terceiro dia sua ausência se fez presente mais do que qualquer esbarrar de mãos ou entrelaçar de dedos.

Duas semanas depois, ainda sem você, lembrava de cada sorriso, cada olhar. Lembrava de suas bochechas rosadas depois de encontrarem meus lábios.

Um mês se passou e minhas costas não formigavam mais. Minha memória lutava contra o tempo atrás de qualquer fragmento de nós dois. Meu coração lutava também; em busca dos próprios pedaços. Cacos destruídos por uma ausência cortante.

Seis meses depois e suas bochechas já não eram tão brilhantes quanto antes. A derrota era iminente e minha memória já suspirava diante do triste fim.

Um ano depois e o brilho se esvaiu completamente. Os cacos de meu coração outrora despedaçados encontraram uma nova cola e exultavam de alegria. A disputa entre memória e tempo? Bem, é do conhecimento de todos que há sempre marcas em guerras violentas. E a minha era carregar seu sorriso para sempre.


*Sim, título inspirado no filme.

PS: Este texto é uma ficção, atenção à isso.

9 de mai. de 2011

Lixo

Ouvi dizer que o rascunho feito por uma pessoa diz muito sobre ela. Ontem limpei minha gaveta e joguei seu amor no lixo.
Decidi passar minha vida à caneta e você foi riscado dela.
Quero viver sem rascunhos a partir de agora.

8 de mai. de 2011

Rota perdida

Gosto da viagem quando vejo seus olhos. Centenas de pontinhos brilhantes e vejo seu sorriso. Gosto da chegada quando sinto seus braços a me apertarem como se nunca fossem me soltar. Um minuto depois sinto seu calor a me deixar.
Mãe, posso viajar mais?
Chegadas como essa deveriam ser tão eternas quanto as estrelas.
Pena que até elas morrem.